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AFORISMOS, VERSOS E PARTES DE TEXTOS DE RUDOLF STEINER

Esta é uma coletânea de aforismos, versos, frases e partes de textos escritos por Rudolf Steiner (ver sua biografia cronológica), ou por ele pronunciados em suas palestras ou em ocasiões especiais. Cada item é acompanhado do original em alemão, desde que disponível e já introduzido, com exceção de textos em prosa relativamente grandes com tradução publicada. Vários dos versos foram dados por Steiner a determinadas pessoas, às vezes como dedicatórias em livros. Os versos com conteúdo espiritual podem ser usados como temas de meditação. Para salientar a métrica poética intencional no original alemão, em alguns versos algumas sílabas ou palavras foram sublinhadas; o reconhecimento dessa métrica e dos ritmos apontados é de VWS. GA é a abreviatura de Gesamtausgabe, edição completa das obras de Steiner (com 354 volumes, sendo os 45 primeiros com seus livros e escritos e os outros em geral textos registrados de suas palestras). A fonte de cada item é referida pelo número GA, eventual palestra e a página onde se encontra na edição citada nas referências dadas no fim desta coletânea.

Solicitamos encarecidamente aos leitores familiares com as obras de Steiner o envio de correções para os itens abaixo e de melhorias para as suas traduções, bem como sua reordenação ou reclassificação, o envio de dados faltantes (especialmente referências bibliográficas e o original em alemão de Steiner), bem de sugestões de novos itens. Deve-se sempre lembrar que cabem neste site apenas textos que podem ser absorvidos corretamente pelo público em geral; isso exclui textos que exigem conhecimentos prévios de Antroposofia. Se conhecidos, devem ser colocados a referência bibliográfica da fonte de onde o item foi extraído e o nome do tradutor. Enviar contribuições diretamente ao webmaster, preferivelmente dentro do corpo de um e-mail; as colaborações não identificadas são dele próprio. Se o original alemão for anexado, não é necessário enviar a contribuição em forma de tabela. As traduções devem ser o mais fiéis possível; assim, nos versos, deve-se procurar conservar o texto de cada linha como no original, conservar os tempos dos verbos etc.; inversões de ordem gramatical em português são normais em textos poéticos. Por uma questão de concisão, os nomes dos tradutores, revisores e colaboradores dos itens estão apenas com suas iniciais; na seção Colaboradores estão seus nomes completos. Nos textos, esclarecimentos entre colchetes [...] foram introduzidos por VWS. Todas as traduções dos textos a partir do original em alemão, que também é dado, foram revistas por SALS; essas iniciais constam apenas dos itens em que ela introduziu alguma modificação. A palavra Welt foi em geral traduzida por 'cosmos', mas também pode significar 'mundo', 'universo', e até 'Terra'. Abreviaturas usadas nas referências às fontes dos textos: trad. – tradução; rev. – revisão; col. – colaboração.

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Artes

[...] As grandes obras de arte têm um efeito tão imenso por estarem profundamente relacionadas com o sentido da ordem universal. Em tempos antigos, sem que o soubessem, os artistas estavam vinculados ao sentido da ordem universal por meio de uma consciência abafada. Mas a arte se extinguiria, não teria continuidade, se no futuro a ciência espiritual, como conhecimento dessas coisas [da ordem universal], não lhe desse um novo fundamento.
A arte subconsciente tem seu passado e com esse passado chegou a um término. A arte que se deixa inspirar pela ciência espiritual está no começo, no ponto de partida. É a arte do futuro. Assim como é certo que o artista antigo não necessitava conhecer o que existe como fundamento nas obras de arte, também é certo que o artista futuro tem de sabê-lo, mas com as forças que representam novamente um aspecto do infinito, do conteúdo total da alma.

Deshalb wirken die grossen Kunstwerken so ungeheuer, weil sie tief verbunden sind mit dem Sinn des Weltenordnung. In früheren Zeiten waren die Künstler verbunden mit dem Sinn der Weltenordnung in dumpfen Bewusstsein, ohne dass sie es wussten. Aber die Kunst würde ersterben, würde keine Fortzetzung erhalten, wenn nicht in Zukunft die Geisteswissenschaft als Wissen von diesen Dingen der Kunst eine neue Grundlage gäbe.
Die Unterbewusste Kunst hat ihre Vergangentheit – und mit ihrer Vergangenheit ein Ende erreicht. Die Kunst, welche sich von der Geisteswissenschaft inspirieren lässt, steht im Beginn, im Ausgange. Das ist die Kunst der Zukunft. So wahr se ist, dass der alte Künstler nicht zu wissen brauchte, was den Kunstwerken zugrunde liegt, so wahr ist es, dass es der zukünftige Künstler wissen muss – aber mit jenen Kräften, die wieder eine Art des Unendlichen darstellen, die wieder etwas aus dem Vollinhaltlichen der Seele darstellen.

  Fonte: GA 132, palestra de 14/11/1911, p. 60. Trad. VWS, rev. SALS.

A quem entende o sentido da linguagem,
O mundo desvenda-se
Em imagem;

A quem ouve a alma da linguagem,
O mundo descerra-se
Como ser.

A quem vivencia o espírito da linguagem,
O mundo presenteia
A força da sabedoria.

A quem sabe amar a linguagem,
Ela mesma concede
Seu próprio poder.

Assim quero coração e sentido
De acordo com espírito e alma
Da palavra orientar;

E no amor
Para com ela a mim próprio
Então totalmente sentir.

Wer der Sprache Sinn versteht,
Dem enthüllt die Welt
Im Bilde sich;

Wer der Sprache Seele hört,
Dem erschliesst die Welt
Als Wesen sich;

Wer der Sprache Geist erlebt,
Dem beschenkt die Welt
Mit Weisheitskraft;

Wer die Sprache lieben kann,
Dem verleiht sie selbst
Die eigne Macht.

So will ich Herz und Sinn
Nach Geist und Seele
Des Wortes wenden;

Und in der Liebe
Zu ihm mich selber
Erst ganz empfinden.

  Fonte: GA 40, p. 259. Trad. das 4 primeiras estrofes: Günther Kollert; rev. destes e trad. dos restantes: VWS; rev. geral: SS. Este verso foi dado por Steiner para o início das aulas de língua antiga na primeira escola Waldorf, Stuttgart, 26/11/1922 (cf. GA 40, p. 299). Col. LJ.

Isso é de fato o segredo da iniciação moderna: chegar à vivência do espírito transcendendo as palavras. Isso não é algo que vai contra a sensação da beleza do idioma. Pois precisamente quando não se pensa mais no idioma, começa-se a senti-lo e a deixá-lo fluir, como elemento da sensação em si mesmo e a partir de si. Mas isso é algo que hoje deve começar a ser almejado pelos seres humanos.
Talvez inicialmente isso não é conquistado pelo ser humano para o idioma, mas primeiro por meio da escrita. Pois em relação à escrita não se passa de maneira que o ser humano a possui, mas que ela possui o ser humano. O que significa que a escrita possui o ser humano? Significa que se tem no pulso, na mão, uma determinada maneira de escrever. Escreve-se mecanicamente a partir da mão. Isso prende o ser humano. Ele se libera quando ele escreve como pinta ou desenha, quando para ele cada letra torna-se algo que ele desenha.

.Das ist ja in der Tat das Geheimnis der modernen Einweihung: über die Worte hinauszukommen zum Erleben des Geistigen. Das ist nichts, was gegen die Empfindung der Schönheit der Sprache verstösst. Denn gerade dann wenn man nicht mehr in der Sprache denkt, dann fängt man an, die Sprache zu empfinden und als Empfindungselement in sich und von sich strömen zu haben. Aber das ist etwas, was von dem Menschen heute erst angestrebt werden muss.
Es ist vielleicht zunächst von den Menschen gar nicht für die Sprache zu erringen, sondern zuerst durch die Schrift. Denn auch in bezug auf die Schrift ist es so, dass die Menschen nicht die Schrift haben, sondern die Schrift die Menschen hat. Was heisst das, die Schrift hat die Menschen? Das heisst, man hat im Handgelenk, in der Hand einen bestimmten Schriftzug. Man schreibt mechanisch aus der Hand heraus. Das fesselt den Menschen. Ungefesselt wird der Mensch dann, wenn er so schreibt, wie er malt oder zeichnet, wenn ihm jeder Buchstabe neben dem anderen etwas wird, was er zeichnet.

  (Novo – 3/8/10) Fonte: GA 233, palestra de 13/1/1924, pp. 242-3. Trad. VWS, rev. SALS.

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Autodesenvolvimento

Temos que extirpar da alma, com a raiz, todo medo e terror daquilo que, do futuro, vem ao encontro do ser humano. Serenidade frente a todos os sentimentos e sensações perante o futuro o ser humano deve adquirir. Encarar com absoluta equanimidade tudo aquilo que possa vir, e pensar somente que o que vier, virá a nós de uma direção espiritual plena de sabedoria. Wir müssen mit der Wurzel aus der Seele ausrotten Furcht und Grauen vor dem, was aus der Zukunft herandrängt an die Menschen. Gelassenheit in Bezug auf alle Gefühle und Empfindungen gegen die Zukunft muss sich der Mensch aneignen. Mit absolutem Gleichmut dem entgegensehen, was da kommen mag, da es durch die weisheitsvolle Weltenführung uns zukommt.
  Em todo momento temos que fazer o que é correto e deixar o restante entregue ao futuro. Isso é o que temos que aprender em nossa época: viver em pura confiança, sem qualquer segurança existencial, confiando na ajuda sempre presente do mundo espiritual. Wir haben jeden Augenblick das Rechte zu tun und alles andere der Zukunft überlassen. Es gehört zu dem, was wir in dieser Zeit lernen müssen, aus reinem Vertrauen zu leben, ohne jede Daseinssicherheit, aus dem Vertrauen in die immer gegenwärtige Hilfe der geistigen Welt
  Realmente, hoje em dia não pode ser de outra forma, se não quisermos que a coragem submerja. Disciplinemos firmemente nossa vontade, e procuremos a revelação (*) a partir do interior, todas as manhãs e todas as noites. Wahrhaftig, anders geht es heute nicht, wenn der Mut nicht sinken soll. Nehmen wir unseren Willen in Zucht und suchen die Erleuchtung [Entwiecklung?(*)] von Innen jeden Morgen und jeden Abend.
  Fonte: Parte de uma palestra proferida em 27/11/1910, não estenografada, e que não está na coleção das obras completas (GA). Esse texto foi distribuído por D. Hagemann. Trad. SALS e VWS. (*) Há dúvidas no original; foi escolhida a forma mais usada.

Nossa vida é um contínuo pendular entre o compartilhar o acontecimento geral do mundo e nosso existir individual. Quanto mais nós nos elevamos na natureza geral do pensar, onde o aspecto individual nos interessa, em última instância, somente como exemplo, como exemplar do conceito, tanto mais perde-se em nós o caráter do ser particular, da personalidade única bem definida. Quanto mais nós descemos nas profundezas da própria vida e deixamos nossos sentimentos ressoarem com a experiência do mundo exterior, tanto mais nos separamos da existência universal. Uma verdadeira individualidade será aquela pessoa, que atinge o ponto mais elevado da região das idéias com seus sentimentos. [...]
Uma vida de sentimentos totalmente desprovida de pensamentos deveria perder gradualmente toda a relação com o mundo. Na pessoa orientada para a totalidade, o conhecimento das coisas caminhará lado a lado com a formação e desenvolvimento da vida dos sentimentos.
O sentimento é o meio, pelo qual os conceitos inicialmente obtêm vida concreta.

Unser Leben ist ein fortwährendes Hin- und Herpendeln zwischen dem Mitleben des allgemeinen Weltgeschehens und unserem individuellen Sein. Je weiter wir hinaufsteigen in die allgemeine Natur des Denkens, wo uns das Individuelle zuletzt nur mehr als Beispiel, als Exemplar des Begriffes interessiert, desto mehr verliert sich in uns der Charakter des besonderen Wesens, der ganz bestimmten einzelnen Persöhnlichkeit. Je weiter wir herabsteigen in die Tiefen des Eigenlebens und unsere Gefühle mitklingen lassen mit der Erfahrungen der Aussenwelt, desto mehr sondern wir uns ab von dem universellen Sein. Eine wahrhafte Individualität wird derjenige sein, der am weitesten hinaufreicht mit seinen Gefühlen in die Region des Ideelen. [...]
Ein völlig gedankenleeres Gefühlsleben müsste allmählich allen Zusammenhang mit der Welt verlieren. Die Erkenntnis der Dinge wird bei dem auf Totalität angelegten Menschen Hand in Hand gehen mit der Ausbildung und Entwickelung des Gefühslebens.
Das Gefühl ist das Mittel, wodurch die Begriffe zunächst konkretes Leben gewinnen.

  Fonte: GA 4, pp. 83-84, cap. IV, Die Menschliche Individualität ("A individualidade humana"). Ênfase do autor. Trad. VWS, rev. SALS. Na ed. traduzida, p. 80.

No conhecimento normal, como sujeitos do conhecimento estamos conscientes de nosso pensar, de nossas vivências anímicas, por meio das quais conquistamos o conhecimento. [...] Procuramos os objetos, na medida em que observamos a natureza e a vida humana, na medida em que experimentamos algo. [...] Nós somos o sujeito, e o que nos confronta são os objetos.
Na pessoa que procura o conhecimento iniciático, ocorre uma orientação completamente diferente. Ela deve estar consciente de que como ser humano ela é um objeto, e precisa procurar o sujeito pertinente a esse objeto. De modo que algo totalmente contrário deve ocorrer. [...] Se eu posso expressar-me de maneira algo paradoxal, enquanto nós temos o pensar como meta quero dizer: no conhecimento normal nós pensamos sobre as coisas. No conhecimento da iniciação devemos procurar como somos pensados pelo cosmos.

In der gewöhnlichen Erkenntnis sind wir uns bewusst unseres Denkens, überhaupt unserer inneren Seelenelrebnisse, durch die wir uns Erkenntnis erwerben, als Subjekt der Erkenntnis. [...] Wir suchen die Objekte, indem wir die Natur beobachten, indem wir das Menschenleben beobachten, indem wir experimentieren. [...] Wir sind das Subjekt; das, was an uns herantritt, sind de Objekte.
Bei demjenigen Menschen, der Initiationserkenntnis anstrebt, tritt eine völlig andere Orientierung ein. Er muss gewahr werden, dass er als Mensch Objekt ist, und er muss zu diesem Objekte Mensch das Subjekt suchen. Also das völlige Entgegengesetzte muss eintreten. [...] Wenn ich mich etwas paradox ausdrücken darf, so möchte ich sagen, indem wir gerade auf das Denken abzielen: in der gewöhnlichen Erkenntnis denken wir über die Dinge nach. In der Initiationserkenntnis müssen wir suchen, wie wir degacht werden im Kosmos.

  Fonte: GA 305, palestra de 20/8/1922, pp. 77-78. Trad. VWS.

Permanecer calmamente nas
Belezas da vida
Dá à alma a força do
Sentir.
O pensar claro nas
Verdades da existência
Traz ao espírito a luz do
Querer.

Ruhiges Verweilen an den
Schönheiten des Lebens
Gibt der Seele Kraft des
Fühlens.
Klares Denken an die
Wahrheiten des Daseins
Bringt dem Geiste Licht des
Wollens.

  Fonte: GA 40, p. 204. Na p. 295 está escrito que esse verso foi escrito em um Novo Testamento, em 4/4/1906. Trad. VWS.

Na origem está o pensamento,
E algo infinito é o pensamento,
E a vida do pensamento é a luz do Eu.
Queira o pensamento luminoso preencher
A escuridão de meu Eu,
Para que a escuridão de meu Eu o apreenda,
O pensamento vivo,
E viva e teça em sua origem divina.

Im Urbeginne ist der Gedanke,
Und ein Undendliches ist der Gedanke,
Und das Leben des Gedanken ist das Licht des Ich.
Erfüllen möge der leuchtende Gedanke
Die Fisternis meines Ich,
Dass ihn die Finsternis meines Ich ergreife,
Den lebendigen Gedanken,
Und lebe und webe in seinem göttlichen Urbeginn.

  Fonte: GA 40, p. 97. De uma palestra de 7/3/1914. Trad. VWS; rev. SALS. Obs.: este é um dos versos que Steiner deu como variação das primeiras linhas do Evangelho de João.

No pensar, clareza
No sentir, cordialidade,
No querer, prudência:
Almejando-as
Posso então esperar,
Que eu corretamente
Possa encontrar-me
Nas trilhas da vida
Diante de corações humanos
No âmbito do dever.
Pois clareza
Provém da luz da alma,
E cordialidade
Contém o calor espiritual,
Prudência
Intensifica a força da vida.
E tudo isso,
Em confiança em Deus anseia,
Em caminhos humanos conduz
A passos bons e seguros na vida .

Im Denken Klarheit,
Im Fühlen Innigkeit,
Im Wollen Besonnenheit:
Erstreb' ich diese,
So kann ich hoffen,
Dass ich zurecht
Mich finden werde
Auf Lebenspfaden
Vor Menschenherzen
Im Pflichtenkreise.
Denn Klarheit
Entsammt dem Seelenlichte,
Und Innigkeit
Erhält die Geisteswärme,
Besonnenheit
Verstärkt die Lebenskraft.
Und alles dies
Erstrebt in Gottvertrauen,
Lenket auf Menschenwegen
Zu guten, sicheren Lebensschritten.

  Fonte: GA 40, p. 135. Trad. VWS; rev. SALS.

No meu pensar vivem pensamentos cósmicos,
Em meu sentir tecem potências cósmicas,
Em meu querer atuam seres do querer.

Eu quero reconhecer-me
Em pensamentos cósmicos,
Eu quero vivenciar-me
Em potências cósmicas,
Eu quero criar-me
Em seres do querer.

Assim eu não termino nos limites do cosmo
E nem nas amplidões do espaço,
Eu começo nos limites do cosmo
E nas amplidões do espaço

E termino finalmente em mim,
Reconhecendo-me em mim.

In meinem Denken leben Weltgedanken,
In meinem Fühlen weben Weltenmächte,
In meinem Wollen wirken Willenswesen.

Erkennen will ich mich
In Weltgedanken,
Erleben will ich mich
In Weltenmächten,
Erschaffen will ich mich
In Willenswesen.

So ende ich nicht bei Weltenenden
Und nicht bei Raumesweiten,
Ich beginne bei Weltenenden
Und bei Raumesweiten

Und ende erst bei mir,
Erkennend mich in mir.

  Fonte: GA 40, p. 87. Na p. 292 consta: "Caderno de anotações" (Notizblatt). Trad. VWS, rev. SALS.

Nas amplas distâncias do universo
O ser humano conhecendo,
Nas profundezas da alma
As forças do universo vivenciando,
Assim alcança o ser humano
O saber correto do universo
Por meio de verdadeiro conhecimento de si próprio.

In weiten Weltenfernen
Erkennend Menschenwesen,
In Seelentiefen
Erlebend Weltenkräfte,
So erlangt der Mensch
Rechtes Weltenwissen
Durch wahre Selbsterkenntnis.

  Fonte: GA 61, p. 29, palestra de 19/10/1911. Trad. VWS, rev. SALS.

O pensar é o tradutor
Que os gestos da vivência
Traduz para a linguagem da razão.

O desenvolvimento do ser humano é
Acender no fogo anímico do amor
A sabedoria luminosa do espírito.

A chave para o mundo do espírito
Está no instrumento espiritual do ser humano.

Das Denken ist der Dolmetsch
Welcher die Gebärden der Erfahrung
in die Sprache der Vernunft übersetzt.

Entwicklung des Menschen ist:
Entzünden im Seelenfeuer der Liebe
Die leuchtende Weisheit des Geistes.

Der Schlüssel zur Geisteswelt
Liegt im Geistes Werkzeug des Menschen

  Fonte: GA 40, p. 208. Na p. 277 consta: "Livro de hóspedes da família Rietmann, St. Gallen, 21/11/1919". Trad. VWS.

Compenetra-te com capacidade de fantasia
tem coragem em relação à verdade,
aguça teu sentimento para a responsabilidade anímica.

Durchdringe dich mit Phantasiefähigkeit,
habe den Mut zur Wahrheit,
schärfe dein Gefühl für seelische Verantwortlichkeit.

  Fonte: GA 293, palestra de 4/9/1919, p. 156. Col. LL.

Ilumina o Sol –
O que transportam de lá seus raios
Para flores e pedras
Tão poderosamente?

Tece a alma –
O que eleva a vida
Da crença à contemplação
De maneira tão ansiante?

Oh procura, tu alma
Em pedras o raio,
Em flores a luz –
Tu encontras a ti mesma.

Es leuchtet die Sonne –
Was tragen ihr Strahlen
Zu Blüten und Steinen
So machtvoll daher?

Es webet die Seele –
Was hebet das Leben
Aus Glauben zum Schauen
So sehnend hinauf?

O suche, du Seele
In Steinen den Strahl,
In Blüten das Licht
Du findest dich selbst.

  Fonte: GA 40, p. 47. Este é o primeiro verso de um grupo de quatro, com o título "Planetenantz", "Dança dos Planetas". Ritmos assinalados: anfíbraco/iambo.Trad. VWS; rev. SALS.

Conhecimento verdadeiro de si próprio só é dado ao ser humano,
Quando ele desenvolve interesse afetuoso para com os outros;
Conhecimento verdadeiro do mundo o ser humano só alcança,
Quando ele procura compreender seu próprio ser.

Wirkliche Selbsterkenntnis wird dem Menschen nur zuteil,
Wenn er liebevolles Interesse entwickelt für andere;
Wirkliche Welterkenntnis erlangt der Mensch nur,
Wenn er das eigene Wesen zu verstehen sucht.

  Fonte: GA 40, p. 227. Trad. VWS.

Queres conhecer-te a ti próprio,
Olha no mundo para todos os lados.
Queres conhecer o universo,
Olha em todas tuas próprias profundezas.

Willst du dich selbst erkennen,
Blicke in der Welt nach allen Seiten.
Willst du die Welt erkennen,
Schaue in all deine eigenen Tiefen.

  Fonte: GA 40, p. 158, palestra de 9/11/1923. Trad. VWS.

Conhece o ser humano a si próprio:
O si próprio torna-se para ele o universo;
Conhece o ser humano o universo:
O universo torna-se para ele o si próprio.

Erkennt der Mensch sich selbst:
Wird ihm das Selbst zur Welt;
Erkennt der Mensch die Welt:
Wird ihm die Welt zum selbst.

  Fonte: GA 40, p. 249. Ritmo assinalado: iambo. Trad. VWS.

Procura na periferia do universo:
E te encontras como ser humano;
Procura no próprio interior humano:
E tu encontras o universo.

Suche im Umkreis der Welt:
Und du findest dich als Mensch;
Suche im eignen menschlichen Innern:
Und du findest die Welt.

  Fonte: GA 40, p. 249. Trad. VWS; rev.: GYS.

Procura em teu próprio ser,
E encontras o universo;
Procura no imperar do mundo:
E encontras a ti próprio;
Note o pulsar do pêndulo
Entre o si próprio e o universo;
A ti se revela
A entidade do cosmo do ser humano;
A entidade do ser humano do cosmo.

Procura no interior de tua alma:
Encontras o enigma do universo
E então confia na vida
E por ela deixa ensinar-te:
Tu vives então a solução do enigma do universo.

Suche im eigenen Wesen,
Und du findest die Welt;
Suche im Weltenwalten:
Und du findest dich selbst;
Merke den Pendelschlag
Zwischen Selbst und Welt;
Und dir offenbart sich
Menschen-Welten-Wesen;
Welten-Menschen-Wesen.

In deiner Seele Innerem suche:
Du findest die Rätsel der Welt;
Und dann vertrau dem Leben
Und lass von ihm dich belehren:
Du lebst dann der Weltenrätsel Lösung.

  Fonte: GA 40, p. 237. Trad. VWS; rev. SALS.

Trevas, Luz, Amor

Compactuar com a matéria,
Significa triturar almas.

Encontrar-se em espírito,
Significa unir pessoas.

Contemplar-se no ser humano,
Significa construir mundos.

Finsternis, Licht, Liebe

Dem Stoff sich verschreiben,
Heisst Seelen zerreiben.

Im Geiste sich finden,
Heisst Menschen verbinden.

Im Menschen sich schauen,
Heisst Welten erbauen.

  Fonte: GA 40, p. 171, palestra de 17/4/1924 do GA 309, p. 77. Ritmo assinalado: anfíbraco. Trad. SALS. Este verso encontra-se também no GA 308, palestra de 11/4/1924, p. 88.

Procurar o "sentido da vida", significa dirigir-se para dentro do labirinto da alma; não adianta nada, a partir desse labirinto, novamente reencontrar-se no ar livre da realidade comum; pois, tendo retornado, perdeu-se assim outra vez o "sentido da vida".

Den "Sinn des Lebens" suchen, heisst sich in das Labyrinth der Selele begeben; es hilft nichts, sich aus diesen Labyrinth wieder ins Freie der gemeinen Wirklichkeit zurückzufinden; denn ist man wieder zurück: hat man auch wieder den "Sinn des Lebens" verloren.

  Fonte: GA 40, p. 198. Trad. VWS; rev. SALS.

O sentido do mundo concretiza a ação do ser humano
Iluminada por sabedoria e aquecida por amor.

Den Sinn der Welt verwirklicht die von Weisheit erleuchtete
Und von Liebe durchwärmte Tat des Menschen.

  Fonte: GA 40, p. 205. Na p. 278 está que esse verso foi escrito em um caderno de pensamentos de L. Kleeberg, em 8/1906. Trad. VWS, rev. SALS.

No momento em que desculpares, perante ti próprio, uma de tuas fraquezas, terás colocado uma pedra no caminho que deverá conduzir-te para o alto.

In dem Augenblicke, wo du irgend eine deiner Schwächen vor dir selbst entschuldigst, hast du mir einen Stein hingelegt auf den Weg, der dich aufwärts führen soll

  Fonte: HH 98, p. 52. De RE 83. Retradução: VWS; rev. SALS.

Oração dos sinos da noite

Admirar o belo,
Proteger o verdadeiro,
Venerar o nobre,
Decidir o bom:
Conduz o ser humano
A objetivos na vida,
Ao correto no agir,
À paz no sentir,
À luz no pensar;
E ensina-o a confiar
No reinar divino
Em tudo o que existe:
No universo,
Na profundeza da alma.

Abendglockengebet

Das Schöne bewundern,
Das Wahre beten,
Das Edle verehren,
Das Gute beschliessen:
Es führet den Menschen
Im Leben zu Zielen,
im Handeln zum Rechten,
Im Fühlen zum Frieden,
Im Denken zum Lichte;
Und lehrt ihn vertrauen
Auf göttliches Walten
In allem, was ist:
Im Weltenall,
Im Seelengrund.

(Tradução de autor ainda desconhecido)

Admira a beleza,
Defende a verdade,
Venera a nobreza,
Escolhe a bondade!
Assim é que o homem
Se conduzido,
Às metas na vida;
Aos retos caminhos
Na hora em que age:
À paz, quando sente;
À luz, quando pensa;
E aprende a confiar na
Regência divina
De tudo o que
No vasto cosmo,
No fundo d 'alma.

  Fonte: GA 40, p. 84. Na p. 277 consta sobre esse verso a seguinte dedicatória escrita por Steiner: "Para o menino de 8 anos P.G. 1913". Ritmo assinalado: anfíbraco/iambo. Trad. VWS; rev. SALS. Obs.: na 7a. linha, "sentir" é de "ter sentimentos", e não de "ter sensações". Col. da tradução de autor desconhecido: LJ.

Alegrias são dádivas do destino,
Que demonstram seu valor no presente.
Sofrimentos, ao contrário, são fontes do conhecimento
Cujo significado se mostra no futuro.

Freuden sind Geschenke des Schicksals,
Die ihren Wert in der Gegenwart erweisen.
Leiden dagegen sind Quellen der Erkenntnis,
Deren Bedeutung sich in der Zukunft zeigt.

  Fonte: GA 40, p. 205. Na p. 286 está que esse verso foi escrito por Steiner numa de suas fotografias dadas a uma pessoa em 2/2/1906. Trad. VWS.

Queremos trabalhar deixando fluir para dentro do nosso trabalho aquilo que, partindo do mundo espiritual, deseja tornar-se humano em nós também de um modo anímico-espiritual e de um modo físico-corpóreo.

Wir wollen arbeiten, indem wir einfliessen lassen in unsere Arbeit dasjenige, was aus der geistigen Welt heraus auch auf seelisch-geistige Weise und auf leiblich-physische Weise in uns Mensch werden will.

  Fonte: GA 302, p. 176. Col. LL. Rev. SALS.

Procurem a vida realmente prática material
Mas procurem-na de tal modo, que ela não os atordoe
   por meio do espírito, que nela atua.
Procurem o espírito,
Mas não o procurem na volúpia suprassensível,
  a partir de egoísmo suprassensível,
Porém, procurem-no
Por desejarem, altruísticamente, aplicá-lo
  na vida prática, no mundo material.
Apliquem o antigo lema:
"O espírito não existe sem a matéria, a matéria nunca sem o espírito"
  de tal modo, que digam:
Queremos realizar todo o material à luz do espírito,
E queremos procurar a luz do espírito de tal maneira,
Que ela nos desenvolva calor para nosso atuar prático.

O espírito, que é por nós dirigido para a matéria,
A matéria, que é por nós elaborada até sua manifestação,
Por meio da qual ela expele de si própria o espírito,
A matéria, que tem o espírito manifesto por nós,
O espírito, que nós aproximamos da matéria,
Constróem aquela existência viva,
Que pode trazer a humanidade para o progresso real,
Para aquele progresso que, pelos melhores,
  somente pode ser almejado nos mais profundos
  recônditos das almas do presente.

Suchet das wirkliche praktische materielle Leben
Aber suchet es so, dass es euch nicht betäubt
  über den Geist, der in ihm wirksam ist.
Suchet den Geist,
Aber suchet ihn nicht in Übersinnlicher Wollust,
  aus Übersinnlichem Egoismus,
Sondern suchet ihn,
Weil ihr ihn selbstlos im praktischen Leben,
  in der materiellen Welt anwenden wollt.
Wendet an den alten Grundsatz:
"Geist ist niemals ohne Materie, Materie niemals ohne Geist"
  in der Art, dass ihr sagt:
Wir wollen alles Materielle im Lichte des Gesites tun,
Und wir wollen das Licht des Geistes so suchen,
Dass es uns Wärme entwickele für unser praktisches Tun.

Der Geist, der von uns in die Materie geführt wird,
Die Materie, die von uns bearbeitet wird bis zu ihrer Offenbarung,
Durch die sie den Geist aus sich selber heraustreibt;
Die Materie, die von uns den Geist offenbart erhält;
Der Geist, der von uns an die Materie herangetrieben wird,
Die bilden dasjenige lebendige Sein,
Welches die Menschheit zum wirklichen Fortschritt bringen kann,
Zu demjenigen Fortschritt, der von den Besten
  in den tiefsten Untergründen der
  Gegenwartsseelen nur ersehnt werden kann.

  Fonte: GA 40, pp. 116-7. Na p. 297 consta: "Palestra em Stuttgart, 24/9/1919" (GA 192?). Trad. VWS, rev. SALS.

Quem sempre anseia pelo espírito,
Pode, certamente, ter a esperança,
De que no tempo certo
Não estará sem a orientação do espírito.

Wer stets zum Geiste strebt,
Der darf unverzagt hoffen,
Dass er zur rechten Zeit
Nicht ohne des Geites Führung ist.

  Fonte: GA 40, p. 204. Na p. 299 consta sobre esse verso que ele foi escrito por Steiner em uma de suas fotos dadas para uma senhora em 15/5/1906. Trad. VWS, rev. SALS.
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Cognição

Sim, quem observa o mundo sem preconceito, sabe: com direcionamentos e com pontos de vista acontece que eles são precisamente isso: pontos de vista. Se eu tiver aqui uma árvore e a fotografo, dou aos senhores um retrato. O retrato é certamente formado daqui; o retrato tem uma aparência daqui, outra de lá, e os senhores poderiam dizer, se julgassem apenas a partir desse retrato: não se trata da mesma árvore. Assim há no mundo pontos de vista, concepções de mundo. Eles são sempre concebidos de um lado. Somente não se tornará um fanático, mas adequa-se à pluralidade, numa necessária universalidade, aquele que sabe que se deve observar as coisas dos lados mais diversos.

Ja, wer die Welt unbefangen betrachtet, der weiss: mit Richtungen und mit Standpunkten ist es eben so, dass es eben Standpunkte sind. Wenn ich einen Baum hier habe un ihn photographiere, gebe ich Ihnen ein Bild. Das Bild ist bestimmt gestaltet von hier; das Bild schaut anders aus von hier, das Bild schaut wieder anders von dort; während Sie sagen können: Das ist ja nicht derselbe Baum –, wenn Sie ihn nur nach dem einen Bilde beurteilen. So gibt es in der Welt Standpunkte, Weltanschauungen. Sie sind immer nur von der einen Seite aus gefasst. Nur derjenige wird nicht fanatisch, sondern lebt sich ein in Allseitigkeit, in eine Notwendige Universalität, der weiss, dass man die Dinge von den verschiedensten Seiten betrachten muss.

  Fonte: GA 305, palestra de 25/8/1922, p. 179. Ênfase do original. Trad. VWS; rev. SALS.

O ser humano só vê claramente no mundo exterior,
O que ele pode irradiar com a luz de seu interior.

Der Mensch sieht nur das klar in der Aussenwelt,
Was er mit dem Lichte seines Inneren bestrahlen kann.

  Fonte: GA 40, p. 196. Trad. VWS; rev. SALS.

O nível mais elevado na vida individual é o pensar conceitual sem considerar um determinado conteúdo de percepção. [Nesse caso] Determinamos o conteúdo de um conceito por meio de pura intuição a partir da esfera ideal [das ideias]. Então, inicialmente, um tal conceito não possui uma relação com determinadas percepções. Quando penetramos na vontade sob a influência de um conceito que aponta para uma percepção, isto é, uma representação mental, então essa percepção nos determina pelo desvio feito por meio do pensamento conceitual. Quando agimos sob a influência de intuições, a mola propulsora de nossa ação é o pensar puro.

Die höchste Stufe des individuellen Lebens ist das begriffliche Denken ohne Rücksicht auf einen bestimmten Wahrnehmungsgehalt. Wir bestimmen den Inhalt eines Begriffes durch reine Intuition aus der ideelen Sphäre heraus. Ein solcher Begriff enthält dann zunächst keinen Bezug auf bestimmte Wahrnehmungen. Wenn wir unter dem Einflusse eines auf eine Wahrnehmung deutenden Begriffes, das ist einer Vorstellung, in das Wollen eintreten, so ist es diese Wahnehmung, die uns auf dem Umwege durch das begriffliche Denken bestimmt. Wenn wir unter dem Einflusse von Intuitionen handeln, so ist die Triebfeder unseres Handelns das reine Denken.

  Fonte: GA 4, p. 115, cap. IX, Die Idee der Freiheit ("A ideia da liberdade"). Ênfase do autor. Trad. VWS; rev. SALS. Na ed. traduzida, p. 109.

Quem reflete e repara, mesmo que só um pouco, no processo que vivencia em sua alma quando se aproxima de qualquer tipo de conhecimento, poderá experimentar em si próprio que um caminho saudável para o conhecimento sempre tem seu ponto de partida na admiração, na surpresa sobre algo. Essa admiração, essa surpresa da qual tem de começar todo processo cognitivo, pertence justamente àquelas vivências anímicas que temos de considerar como as que trazem nobreza e vida ao que é sóbrio. Pois, o que seria qualquer conhecimento instalado em nossa alma, que não partisse da admiração? Seria, na verdade, um conhecimento totalmente imerso em sobriedade e pedantismo. Somente o processo que se passa na alma e que transcende a surpresa, partindo dela e conduzindo à felicidade alcançada pela solução dos enigmas, constitui o aspecto nobre e intimamente vivo do processo cognitivo. Em realidade, dever-se-ia sentir o elemento seco e ressecante de um conhecimento não emoldurado por esses dois movimentos da alma. O conhecimento sadio está emoldurado por admiração e felicidade diante do enigma solucionado.

Wer nur ein wenig reflektiert und acht gibt den ganzen Vorgang in Erleben seiner Seele, wie er sich nähert irgendein Wissen, der wird schon an sich selbst erfahren können, dass ein gesunder Weg zum Wissen immer seinen Ausgangspunkt findet von dem Staunen, von der Verwunderung über irgend etwas. Dieses Staunen, diese Verwunderung, von der jeder Wissensprozess auszugehen hat, gehört geradezu zu jenen seelischen Erlebnissen, die wir bezeichnen müssen als diejenigen, welche in alles Nüchterne Hoheit und Leben hineinzubringen. Denn was wäre irgeindein Wissen, das in unserer Seele Platz greift, das nicht ausginge von dem Staunen? Es wäre wahrhaftig ein Wissen, das ganz eingetaucht sein müsste in Nüchternheit, in Pedanterie. Allein jener Prozess, der sich abspielt in der Seele, der von der Verwunderung hinführt zu der Beseligung, die wir empfangen von dem gelösten Rätseln, und der sich zuerst über der Verwunderung erhoben hat, macht das Hoheitsvolle und das innerlich Lebendige des Wissensprozesses aus. Man sollte eigentlich fühlen das Trockene und Vertrockene eines Wissens, das nicht von diesen beiden Gemütsbewegung sozusagen eingesäumt ist. Eingerahmt von Staunen und von Beseligung über das gelöste Rätsel ist das gesunde Wissen.

  Fonte: GA 132, palestra de 5/12/1911, p. 82. Trad. SALS. Rev. VWS.

Dança da paz

Germinam desejos da alma
Crescem ações do querer
Amadurecem frutos da vida.

Eu sinto meu destino,
Meu destino me encontra.
Eu sinto minha estrela,
Minha estrela me encontra.
Eu sinto minhas metas,
Minhas metas me encontram.

Minha alma e o mundo são somente um.

A vida, fica mais clara ao meu redor,
A vida, fica mais difícil para mim,
A vida, fica mais rica em mim.

Aspire a paz,
Viva em paz,
Ame a paz.

Friedenstanz

Es keimen der Seele Wünsche,
Es wachsen des Willens Taten,
Es reifen des Lebens Früchte.

Ich fühle mein Schicksal,
Mein Schicksal findet mich.
Ich fühle meinen Stern,
Mein Steirn findet mich.
Ich fühle meine Ziele,
Meine Ziele finden mich.

Meine Seele und die Welt sind Eines nur.

Das Leben, es wird heller um mich,
Das Leben, es wird schwerer für mich,
Das leben, es wird reicher in mir.

Strebe nach Frieden,
Lebe in Frieden,
Liebe den Frieden.

  Fonte: GA 40, p. 174. Ver também ZA 10, p. 139 e HH 98, p. 27. (Novos original e trad. – 8/8/10.) Trad. VWS, rev. SALS.

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Desenvolvimento social

Por que falamos hoje em dia tanto sobre a questão social? Porque nós nos tornamos completamente antissociais. Fala-se normalmente de maneira teórica principalmente sobre aquilo que não está presente na sensação e no instinto. Sobre o que neles está presente, não se fala teoricamente. Se houvesse sensibilidade social na humanidade, ouvir-se-ia muito pouco sobre teorias e agitações sociais. O ser humano torna-se teórico em algum campo quando lhe falta algo. Em verdade, as teorias são sempre sobre algo que não é real. Mas devemos hoje procurar a vida real, é isso que importa. Isso requer mais esforço do que desenvolver uma teoria. Mas o progresso humano não vai para frente, se ele não penetra realmente na vida, pois o espírito teórico é o que desintegrou nosso mundo, o que hoje aproxima nossa civilização do caos. E o espírito de vida é o único que pode conduzir-nos para frente.

Warum reden wir heute so viel von der sozialen Frage? Weil wir durch und durch antisozial geworden sind. Man redet gewöhnlich theoretisch am allermeisten von dem, was in der Empfindung und in dem Instinkt nicht da ist. Was in der Empfindung un im Instinkt da ist, darúber redet man theoretisch nicht. Wäre soziale Empfindung in der Menschheit, würde man furchtbar wenig von sozialen Theorien und sozialen Agitationen hören. Theoretiker auf irgendeinem Gebiete wird der Mensch, wenn er etwas nicht hat. Die Theorien sind eingeintlich immer über dasjenige da, was nicht real ist. Aber wir müssen heute das reale Leben suchen, darauf kommt es vor allen Dingen an. Das erfordert mehr Mühe, als eine Theorie ausdenken. Aber der menschliche Fortschritt kommt auch in nichts weiter, wenn er sich nicht in das Leben wirklich hineinfindet, denn der theoretische Geist ist es, der unsere Welt heute zerklüftet hat, der unsere Zivilisation heute dem Chaos nahe bringt; der theoretische Geist ist es. Und der Lebensgeist, er wird uns einzig und allein weiterführen können.
  (Novo – 24/7/10) Fonte: GA 305, palestra de 28/8/1922, p. 220. Trad. VWS, rev. SALS.

Salutar só é, quando
No espelho da alma humana
Forma-se toda a comunidade;
E na comunidade
Vive a força da alma individual.

(Este é o motivo condutor da ética social)

Heilsam ist nur, wenn
Im Spiegel der Meschenseele
Sich bildet die ganze Gemeinschaft;
Und in der Gemeinschaft
Lebet der Einzelseele Kraft

(Das ist das Motto der Sozialethik)

  Fonte: GA 40, p. 256. Trad. VWS.

Afinal, o fato de a pessoa isolada sentir-se como individualidade não exclui que ela também se sinta unida a toda a humanidade. Na evolução humana ninguém tem o direito de se sentir como individualidade, caso não se sinta ao mesmo tempo membro de toda a humanidade.

Denn dass der einzelne Mensch als Individualität sich fühlt, schliesst nicht aus, dass er auch mit der ganzen Menschheit sich verbunden fühlt. Man hat in der Menschheitsentwickelung nicht das Recht, sich als Individualität zu fühlen, wenn man sich nicht zu gleicher Zeit als Angehöriger der ganzen Menschheit fühlt.
  Fonte: HH 98, p. 45. Do GA 305. Trad. UW.

Não importa
que eu tenha uma opinião diferente
da do outro,
mas sim
que o outro o correto
por si próprio encontre
se eu para isso com algo contribuir.

Nicht darauf kommt es an,
dass ich etwas anderes meine,
als der Andere,
sondern darauf
dass der andere das Richtige
aus Eigenem finden wird,
wenn ich etwas dazu beitrage.

  Fonte: HH 98, p. 22. Do GA 95. Retradução: VWS.

Não importa a perfeição com a qual podemos realizar aquilo que deve provir da vontade, mas sim que seja uma vez realizado o que deve surgir aqui na vida, mesmo se ainda surja imperfeito, de modo que um começo seja feito!

Nicht auf die Vollkommenheit in der wir ausführen können dasjenige, was gewollt werden muss, kommt es an, sondern darauf, dass das, was hier ins Leben treten muss, auch wenn es noch so unvollkommen ins Leben tritt, einmal getan wird, dass ein Anfang gemacht wird!

  Fonte: HH 98, p. 63. De SH 88. (Novo – 12/8/10) Trad. VWS.

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Educação

Em realidade, na escola não devemos aprender para saber, mas devemos aprender para sempre podermos aprender com a vida. Wir müssen eigentlich in der Schule nicht lernen, damit wir es können, sondern wir müssen eigentlich in der Schule lernen, damit wir vom Leben immer lernen können.
  Fonte: GA 305, palestra de 16/8/1922, p. 22. Trad. VWS, rev. SALS.

Não há, basicamente, em nenhum nível, uma outra educação que não seja a auto-educação. [...] Toda educação é auto-educação e nós, como professores e educadores, somos, em realidade, apenas o entorno da criança educando-se a si própria. Devemos criar o mais propício ambiente para que a criança eduque-se junto a nós, da maneira como ela precisa educar-se por meio de seu destino interior. Es gibt im grunde genommen auf keiner Stufe eine andere Erziehung als Selbsterziehung. [...] Jede Erziehung ist Selbsterziehung und wir sind eigentlich als Lehrer und Erzieher nur die Umgebung des sich selbst erziehenden Kindes. Wir müssen die günstigste Umgebung abgeben, damit das Kind an uns sich so erzieht wie es sich durch sein inneres Schicksal erziehen muss.
  Fonte: GA 306, palestra de 20/4/1923. Trad. VWS.
Não se deve dizer a si próprio: você deve derramar isto ou aquilo na alma da criança. Mas deve-se ter veneração frente ao seu espírito. Você não consegue desenvolver esse espírito; ele desenvolve-se por sí próprio. Compete a você afastar os obstáculos para o seu desenvolvimento, e trazer-lhe aquilo que lhe permite desenvolver-se. Você consegue afastar os obstáculos físicos e também um pouco os anímicos. Aquilo que o espírito deve aprender, ele o aprende devido ao fato de você lhe afastar esses obstáculos. Pela vida o espírito também já se desenvolve na juventude mais tenra. Mas sua vida é aquilo que o educador desenvolve em seu ambiente. Man soll sich nicht sagen: du sollst dies oder jenes in die Kinderseele hineingiessen, sondern du sollst Ehrfurcht vor seinem Geiste haben. Diesen Geist kannst du nicht entwickeln, er entwickelt sich selber. Dir obliegt es, ihm die Hindernisse seiner Entwickelung hinwegzuräumen, und das an ihn heranzubringen, das ihn veanlasst, sich zu entwickeln. Du kannst dem Geist die Hindernisse wegräumen im Physischen und auch noch ein wenig im Seelischen. Was der Geist lernen soll, das lernt er dadurch, dass du ihm diese Hindernisse wegnimmst. Der Geist entwickelt sich auch in allerfrühester Jugend schon am Leben. Aber sein Leben ist dasjenige, das man als Erzieher in seiner Umgebung enfaltet.
  (Novo – 24/7/10) Fonte: GA 305, palestra de 19/8/1922, p. 74. Trad. VWS, rev. SALS. A esse trecho segue-se imediatamente o citado abaixo, "A tarefa do educador é ter ..."
As três regras de ouro da arte de educar e de lecionar que, em cada professor, em cada educador, devem ser disposição total, impulso total para o trabalho, que não podem ser concebidas simplesmente de maneira intelectual, mas devem ser apreendidas a partir do ser humano global, devem ser:
[1] Gratidão religiosa frente ao cosmo que se manifesta na criança, [2] unida à consciência de que a criança representa um enigma divino, que se deve solucionar mediante a arte de ensinar.
[3] Praticar com amor um método de ensino pelo qual a criança se educa instintivamente junto a nós, de modo que não se ameace a sua liberdade, que deve ser considerada também onde se encontra o elemento inconsciente da força orgânica de crescimento.
Die drei goldenen Regeln der Erziehungs- und Unterrichtskunst, die in jedem Lehrer, jedem Erzieher, ganz Gesinnung, ganz Impuls der Arbeit sein müssen, die nicht bloss intellektualistisch gefasst werden dürfen, sondern die von dem ganzen Meschen erfasst werden müssen, die müssen sein:
Religiöse Dankbarkeit gegenüber der Welt, die sich in dem Kinde offenbart, vereinigt mit dem Bewusstsein, dass das Kind ein göttliches Rätsel darstellt, das man mit seiner Erziehungskunst lösen soll.
In Liebe geübte Erziehungsmethode, durch die das Kind sich instinktiv an uns selbst erzieht, so dass man dem Kinde die Freiheit nicht gefährdet, die auch da geachtet werden soll, wo sie das unbewusste Element der organischen Wachstumskraft ist.
  Fonte: GA 305, palestra de 19/8/1922, p. 75. Trad. e enumeração das regras de VWS, rev. SALS.

Permitam-me dizer algo bastante herético: adora-se dar bonecas na mão das crianças, especialmente bonecas "lindas". Não se nota que as crianças em realidade não querem isso. Elas as rejeitam, mas elas são impingidas. Lindas bonecas, pintadas! Muito melhor é dar às crianças um lenço ou, quando é pena estragar um, dar outra coisa; ajeita-se [um pano] faz-se aqui uma cabeça, pinta-se um nariz, dois olhos etc., e com isso crianças sadias brincam com muito mais gosto de que com bonecas "lindas", pois a boneca configurada o mais bonito possível, até com bochechas vermelhas, não deixa sobrar nada para a fantasia. A criança resseca interiormente com a boneca linda.

Gestatten Sie mir, etwas recht Ketzerisches zu sagen: man liebt ja, den Kindern Puppen in die Hand zu geben, ganz besonders "schöne" Puppen. Man merkt nicht, dass die Kinder das eingentlich nicht wollen. Sie weisen es zurück, aber man drängt es ihnen auf. Schöne Puppen, schön angestrichene! Viel besser ist es, den Kindern ein Taschentuch zu geben, oder wenn ein Taschentuch zu schade ist, irgend etwas anderes; man macht die Sache zusammen, macht hier einen Kopf, malt eine Nase, zwei Augen und so weiter und damit spielen gesunde Kinder viel lieber als mit "schönen" Puppen, wiel die Puppe möglichst schön gestaltet ist, mit roten Wangen sogar, für die Phantasie nichts übrig bleibt. Das kind verödet innerlich neben der schönen Puppe.

  (Novo – 23/7/10) Fonte: GA 305, palestra de 23/8/1922, p. 139. Trad. VWS, rev. SALS. Ver observação no texto anterior.

O julgamento moral não deve ser inoculado na criança. Deve-se prepará-lo de tal modo que, quando a criança, com a maturidade sexual, desperta para a força completa do julgamento, consegue, pela observação da vida, formar por si própria o julgamento moral. A pior forma de atingi-lo é transmitir à criança uma ordem pronta. Atinge-se-o, no entanto, quando se atua por meio de um exemplo ou colocam-se exemplos diante dela. Deve-se dar à criança imagens para o bem por meio de narrativas de pessoas que foram ou são boas, ou por elaboração de pessoas boas adequada à fantasia. [...] Não se apela ao intelecto, mas à simpatia para com o bem e à antipatia para com o mal que, sob forma de imagem surgem diante da alma da criança. Assim a alma é preparada de tal maneira que, posteriormente, o julgamento pelo sentimento possa amadurecer na idade correta como julgamento intelectual. Não se trata de transmitir o "você deve", porém de despertar um julgamento estético na criança, de modo que o bem lhe agrade, tenha simpatia para com ele, e tenha desagrado, antipatia, para com o mal, quando seu sentir é defrontado com fatos morais. Das moralische Urteil soll man dem Kinde nicht einimpfen. Man soll es so vorbereiten, dass das Kind, wenn es mit der Geschlechtsreife zur vollen Urteilskraft erwacht, an der Beobachtung des Lebens sich selber das moralische Urteil bilden kann. Das erreicht man am wenigsten, wenn man das fertige Gebot dem Kinde übermittelt. Man erreicht es aber, wenn man durch das Vorbild oder das Vor-Augen-Stellen von Vorbildern wirkt. Man gebe dem Kinde durch die Schilderung solcher Menschen, die gut gewesen sind oder gut sind, oder durch phantasiegemäss ausgestaltete gute Menschen Bilder für das Gute. [...] Es wird nicht an den Intellekt appelliert, sondenrn an die Sympathie mit dem Guten, das im Bilde dem Kinde vor die Seele tritt, und an die Antipathie gegenüber dem Bösen. Dadurch wird die Seele so vorbereitet, dass das Gefühlsurteil später zum intellektuellen Urteil im rechten Alter ausreifen kann. Nicht auf die Vermittlung des "Du sollst" kommt es an, sondern darauf, dass man in dem Kinde ein ästhetisches Urteil hervorrruft, so dass ihm das Gute gafällt, es mit ihm Sympathie hat, und dass es Missfallen, Antipathie gegenüber dem Bösen hat, wenn sein Empfinden den moralischen Tatsachen gegenübersteht.
  Fonte: GA 305, palestra de 19/8/1922, pp. 68-69. Trad. VWS, rev. SALS.

O professor necessita de uma ciência a partir da qual ele ainda possa amar seres humanos, pois ele deve primeiramente amar seu próprio saber, seu próprio conhecimento. Um profundo sentido oculta-se por detrás do fato de que antigamente não se falava de um simples conhecimento como aquilo que o ser humano devia conquistar, mas de uma filo-sofia, do amor à sabedoria. Isto é o que a Antroposofia quer devolver novamente aos seres humanos, aproximar o conhecimento novamente do ser humano.

Der Lehrer braucht eine Wissenschaft, aus der heraus er Menschen noch lieben kann, weil er zuerst sein eigenes Wissen, seine eigene Erkenntnis lieben soll. Es steckt ein tiefer Sinn dahinter, dass ursprunglich einmal man nicht gesprochen hat von blosser Erkenntnis als demjenigen das sich der Mensch erringen soll, sondern von Philo-Sophie, von der Liebe zur Weisheit. Das ist dasjenige, was Anthroposophie den Menschen wiederum zurückgeben will, wiederum die Erkenntnis an den Menschen heranzuführen.

  Fonte: GA 305, palestra de 25/8/1922, pp. 179-80. Trad. VWS; rev. SALS.

Da troca dos dentes até a puberdade não há nada que atue para o interior da criança, que o educador não traga a partir do amor para com o próprio ato de ensinar. O que, como educador, se executa com amor é sentido pela criança nessa idade como algo que ela deve se apoderar, para se tornar um ser humano.
Nenhuma arte de educar pode advir apenas do intelecto, mas somente daquilo que manifestam o que caracterizamos como gratidão e amor para com a educação.

Vom Zahnwechsel bis zur Geschlechtsreife ist nichts in das Kind hinein wirksam, das nicht beim Erziehenden getragen ist von der Liebe zur Erziehungstat selber. Was man in Liebe als Erzieher ausführt, das wird von dem Kinde in diesem Lebensalter als etwas empfunden, das es sich aneignen muss, um ein Mensch zu sein.
Von dem Intellekt allein kann keine Erziehungskunst kommen; sondern allein von dem, was die charakterisierte Dankbarkeit und Liebe für das Erziehen offenbaren.

  Fonte: GA 305, palestra de 19/8/1922, p. 73. Trad. VWS, rev. SALS.

A tarefa do educador é ter a maior abnegação possível. Ele deve viver no ambiente da criança de tal modo que o espírito desta possa desenvolver, em atitude de simpatia, sua própria vida ao lado da vida do educador. Nunca se deve querer tornar as crianças uma imagem de si próprio. Aquilo que havia no próprio educador não deve continuar a viver nelas como coação, como tirania, nem mesmo quando elas terão crescido para além da idade escolar e da educação.

Die allergrösste Selbstverleugnung ist Aufgabe des Erziehers. Er muss in der Umgebung des Kinde so leben, dass der Kindesgeist in Sympathie das eigene Leben an dem Leben des Erziehers enfalten kann. Man darf niemals die Kinder zu einem Abbild von sich selbst machen wollen. Es soll in ihnen nicht fortleben in Zwang, in Tyrannei dasjenige, was in dem Erzieher selbst war, noch in derjenigen Zeit, in denen sie hinausgewachsen sind über Schule und Erziehung.

  (Novo – 23/7/10) Fonte: GA 305, palestra de 19/8/1922, p. 74. Trad. VWS, rev. SALS. Esse trecho segue-se imediatamente depois do citado acima, "Não se deve dizer a si próprio ..."

Deve-se ter um sentimento, uma sensação, de que com a idade de 14, 15 anos têm-se novas crianças diante de si, não as mesmas que se tinham antes. [*] A transformação completa-se relativamente rápido para um ou para outro indivíduo. Assim, pode ocorrer que o professor, que permanece dormente e não tem nenhum sentido para a transformação que fazem os jovens que lhe são confiados, perde a oportunidade de perceber essa transformação, de modo que muitas vezes não vê que, repentinamente, tem um novo ser humano diante de si.

Man muss ein Gefühl dafür haben, eine Empfindung, dass man mit dem 14., 15. Jahre ganz neue Menschenkinder vor sich hat, nicht dieselben, die man früher hatte. Und verhältnismässig sehr rasch vollzieht sich für das eine und für das andere Individuum die Umwandelung, so dass es sein kann, dass der Lehrer, der da schläft und keinen Sinn hat für die Umwandelung, die die Menschen, die ihm anvertraut sind, neben ihm durchmachen, diese Umwandelung eben verschläft, dass er nich sieht, wie er oftmals plötzlich vor einem neuen Menschenwesen steht.

  (Novo – 24/7/10) Fonte: GA 305, palestra de 25/8/1922, p. 168. Trad. VWS, rev. SALS. [*] N. do T. Steiner dá um exemplo a esse respeito: é como se de repente o Sol não nascesse de manhã, isto é, acontece o absolutamente inesperado.
A querida luz do Sol
Ilumina-me o dia.
A força espiritual da alma
Dá força aos membros;
Em brilho de luz do Sol
Venero, ó Deus,
A força humana, que Tu
Em minha alma para mim
Tão bondoso plantaste,
Para que eu possa ser laborioso
E desejoso de aprender.
De Ti provém luz e força,
Para ti flui amor e gratidão.

Der Sonne liebes Licht
Es hellt mir den Tag;
Der Seele Geistesmacht,
Sie gibt den Gliedern Kraft;
In Sonnen-Lichtes-Glanz
Verehre ich, o Gott,
Die Menschenkraft, die Du
In meine Seele mir
So tig hast gepflanzt,
Dass ich kann arbeitsam
Und lernbegierig sein.
Von Dir stammt Licht und Kraft,
Zu Dir ström' Lieb' und Dank.

  Fonte: GA 40, p. 244. Na p. 279 está anotado "Para as 4 primeiras séries da Escola Waldorf Livre de Stuttgart 1919". Ritmos assinalados: 1ª parte iambo/anapesto; 2ª parte: iambo. Trad. VWS. Esse verso é falado pelos alunos de cada uma daquelas classes das escolas Waldorf do mundo inteiro, no início das aulas pela manhã.
(1)
Eu contemplo o mundo,
Onde o Sol reluz,
Onde as estrelas cintilam,
Onde as pedras jazem,
As plantas vivendo crescem,
Os animais, sentindo, vivem,
No qual o ser humano com alma
Dá morada ao espírito;
Eu contemplo a alma,
Que vive para mim no íntimo.
O espírito de Deus tece
Na luz do Sol e da alma,
No espaço, no exterior,
Nas profundezas da alma, no interior. –
A Ti, ó espírito de Deus,
Quero dirigir-me suplicando,
Que força e bênção
Para o estudar e para o trabalho
Cresçam (2) em meu interior.


Ich schaue in die Welt;
In der die Sonne leuchtet,
In der die Sterne funkeln;
In der die Steine lagern,
Die Pflanzen lebend wachsen,
Die Tiere fühlend leben,
In der der Mensch beseelt
Dem Geiste Wohnung gibt;
Ich schaue in die Seele,
Die mir im Innern lebet.
Der Gottesgeist, er webt
In Sonn'- und Seelenlicht,
Im Weltenraum, da draussen,
In Seelentiefen, drinnen. –
Zu Dir, o Gottesgeist,
Will ich bittend mich wenden, (3)
Dass Kraft und Segen mir
Zum Lernen und zur Arbeit
In meinem Innern wachse.

(4)
Eu contemplo o mundo,
onde o sol reluz,
onde as estrelas brilham,
onde as pedras jazem,
onde as plantas vivem
e vivendo crescem,
onde os bichos sentem
e sentindo vivem,
onde já o homem,
tendo em si a alma,
abrigou o espírito.
Eu contemplo a alma
Que reside em mim.
O divino espírito
age dentro dela
assim como atua
sobre a luz do sol.
Ele paira fora,
no amplidão do espaço
e nas profundezas
da alma também.
A Ti eu suplico,
ó divino Espírito,
que bênção e força
para o aprender,
para o trabalhar,
cresçam dentro em mim.

  Fonte: GA 40, p. 245; na p. 288 está anotado "Para as classes superiores [provavelmente querendo indicar da 9ª série até a 12ª, o fim do ensino médio] da Escola Waldorf Livre, Stuttgart, 1919". (1) Trad. VWS. (2) O original, "wachse", está no singular. (3) Como no fac-simile do manuscrito original; no GA 40 está "Will bittend ich mich wenden". (4) Versão de Ruth Salles, col. Maria Aparecida Franco. Esse verso é falado pelos alunos de cada classe das escolas Waldorf do mundo inteiro, no início das aulas pela manhã.

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Espiritualidade

O amor para com o suprasensível transforma
O minério da ciência no ouro da sabedoria.

Die Liebe zum Übersinnlichen wandelt
Das Erz der Wissenschaft in das Gold der Weisheit
  Fonte: GA 40, p. 203. Trad. VWS.

O espírito perece no conhecimento,
Na contemplação ele é revitalizado,
Na contemplação surge o amor.

Der Geist erstirbt im Wissen,
Im Schauen wird er neu belebt,
Im Schauen ersteht die Liebe.
  Fonte: GA 40, p. 256. Trad. VWS, rev. SALS.

Vivem as plantas
Na força da luz do Sol.
Atuam os corpos humanos
No poder da luz da alma.
E o que para a planta
É a luz celeste do Sol,
É para o corpo humano
A luz anímica do espírito.

Es leben die Pflanzen
In Sonnenlichtes Kraft.
Es wirken die Menschenleiber
In Seeelenlichtes Macht.
Und was der Pflanze
Der Sonne Himmelslicht,
Das ist dem Menschenleibe
Des Geites Seelenlicht.
  Fonte: GA 40, p. 218. Trad. VWS.

O Sol dá
Luz às plantas,
Porque o Sol
Ama as plantas.
Assim dá luz anímica
Uma pessoa a outras pessoas,
Quando as ama.

Die Sonne gibt
Dem Pflanzen Licht,
Weil die Sonne
Die Pflanzen liebt.
So gibt Seelenlicht
Ein Mensch andern Menschen,
Wenn er sie liebt.

  Fonte: GA 40, p. 243. Na p. 281 está anotado "caderno de notas". Trad. VWS, rev. SALS.

Um segredo da natureza

Contemple a planta!
Ela é da Terra
A borboleta aprisionada.

Contemple a borboleta!
Ela é do cosmos
A planta liberta.

Ein Geheimnis der Natur

Schaue die Pflanze!
Sie ist der von der Erde
Gefesselte Schmetterling.

Schaue den Schmetterling!
Er ist die vom Kosmos
Befreite Pflanze.

  Fonte: GA 40, p. 158 (de uma palestra de 26/10/19230. Trad. VWS.

A luz do Sol ondeia
Pelas amplidões do espaço,
O gorjeio dos pássaros ressoa
Pelo espaço aéreo,
A bênção das plantas germina
Do ser terrestre,
E as almas humanas elevam-se
Com sentimentos de gratidão
Aos espíritos do universo.
Der Sonne Licht durchflutet
Des Raumes Weiten,
Der Vögel Singen durchhallet
Der Luft Gefilde,
Der Pflanzen Segen entkeimet
Dem Erdenwesen,
Und Menschenseelen erheben
In Dankgefühlen
Sich zu den Geistern der Welt.
  Fonte: HC 62, p. 5. Trad. SALS.

Falam para os sentidos humanos
As coisas nas lonjuras do espaço;
Elas atuam sobre as almas humanas
Transformando-se no decorrer do tempo.
A alma, vivenciando-se a si própria,
Sem os limites das fronteiras do espaço,
Sem as restrições do decorrer do tempo,
Apreende o reino da essência do espírito
Em sua característica eterna.

Es sprechen zu den Menschensinnen
Die Dinge in den Raumesweiten;
Sie wirken auf die Menschenseelen
Sich wandelnd in dem Zeitenlaufe.
Sich selbst erlebend ergreift die Seele,
Von Raumesgrenzen ungebrenzt,
Vom Zeitenlaufe unbeschränkt,
Des Geistes Wesensreich
In seiner ewigen Eigenart.

  Fonte: GA 40, palestra de 9/4/1915, p. 104. Trad. VWS, rev. SALS.

Estrelas falavam antigamente aos seres humanos,
Seu silenciar é destino do cosmos;
A percepção do silenciar
Pode ser sofrimento do ser humano terreno;

No entanto, amadurece na calma silenciosa,
O que os seres humanos falam às estrelas;
A percepção do seu falar
Pode vir a ser força do ser humano espiritual.

Sterne sprachen einst zu Menschen,
Ihr Verstummen ist Weltenschicksal;
Des Verstummens Wahrnehmung
Kann Leid sein des Erdenmenschen;

In der Stummen Stille aber reift,
Was Menschen sprechen zu Sternen;
Ihres Sprechens Wahrnehmung
Kann Kraft werden des Geistesmenschen.

  Fonte: GA 40, p. 143. Trad. VWS.

Eis o ser humano

No coração tece o sentir,
Na cabeça luze o pensar,
Nos membros vigora o querer.
Luzir que tece,
Tecer que vigora,
Vigorar que luze:
Eis o ser humano.

Ecce homo (*)

In dem Herzen webet Fühlen,
In dem Haupte leuchtet Denken,
In den Gliedern kraftet Wollen.
Webendes Leuchten,
Kraftendes Weben,
Leuchtendes Kraften:
Das ist der Mensch.

  Fonte: GA 40, p. 121. Ritmos assinalados: troqueu, troqueu/anfíbraco. Trad. SALS. (*) João 19:5, na vulgata.

Toda religiosidade livre, que se desenvolverá no futuro no âmbito da humanidade, basear-se-á no fato de que realmente na prática direta da vida, e não simplesmente em teoria, em cada ser humano será reconhecida a imagem da divindade. Então não poderá haver, e não será necessária, nenhuma imposição religiosa, pois o encontro de cada ser humano com outro será de antemão um ato religioso, um sacramento. E ninguém terá necessidade de manter a vida religiosa por meio de uma determinada igreja, que tem instituições exteriores no plano físico.

Alle freie Religiosität, die sich in der Zukunft innerhalb der Menschheit entwickeln wird, wird darauf beruhen, dass in jedem Menschen das Ebenbild der Gottheit wirklich in unmitterlbarer Lebenspraxis, nicht bloss in der Theorie, anerkannt werde. Dann wird es keinen Religionszwang geben können, dann wird es keinen Religionszwang zu geben brauchen, denn dann wird die Begegnung jedes Menschen mit jeden Meschen von vornherein eine Religiöse Handlung, ein Sakrament sein, und niemand wird durch eine besondere Kirche, die äussere Einrichtungen auf dem physischen Plan hat, nötig haben, das religiöse Leben aufrechtzuerhalten.
  Fonte: GA 182, palestra de 9/10/1918, "Was tut der Engel in unserem Astralleib" ("Qual é a atividade do anjo em nosso corpo astral?"), p. 16 do volume com 2 palestras do ciclo, p.16-17 da tradução brasileira (trad. R. Lanz. São Paulo: Ed. Antroposófica, 1984). Trad. VWS; rev. SALS.

Oração noturna para crianças

Da cabeça aos pés
Sou a imagem de Deus
Do coração às mãos
Sinto o hálito de Deus;
Falo com a boca,
Sigo a vontade de Deus.
Quando Deus eu avisto,
Em toda a parte, na mãe, no pai,
Em todas as pessoas queridas,
No animal e na flor,
Na árvore e na pedra,
Nada me dá medo;
Só amor por tudo
O que está ao meu redor.

Kinder Abendgebet

Von Kopf bis zum Fuss
Bin ich Gottes Bild
Vom Herzen bis in die Hände
Fühl ich Gottes Hauch;
Sprech ich mit dem Mund,
Folg ich Gottes Willen.
Wenn ich Gott erblick'
Überall, in Mutter, Vater,
In allen lieben Menschen,
In Tier und Blume,
In Baum und Stein,
Gibt Furcht mir nichts;
Nur Liebe zu allem,
Was um mich ist.

  Fonte: GA 40, p. 238. Este verso é usado por antropósofos como oração ao colocarem seus filhos pequenos na cama à noite. Steiner acrescentou o seguinte (p. 238): "Não ensinar! Um adulto fala [o verso] toda a noite; aos poucos a criança fala palavras, depois linhas e assim aprende toda a oração." Trad. VWS.

Oração para crianças

Eu olho para o mundo das estrelas –
Eu compreendo o brilho das estrelas,
Quando eu consigo enxergar nele
A direção divina do mundo plena de sabedoria.

Eu olho para meu próprio coração –
Eu compreendo o batimento do coração,
Quando eu consigo nele perceber
A condução divina do ser humano plena de bondade.

Eu não compreendo nada do brilho das estrelas
E também nada do batimento do coração,
Se eu não olho e percebo Deus.
E Deus minha alma
Guiou para esta vida;
Ele vai conduzir minha alma para vida sempre nova,
Assim diz, quem consegue pensar corretamente.
E cada ano, que se continua a viver,
Fala mais sobre Deus e a eternidade da alma.

Kindergebet

Ich schau in die Sternenwelt –
Ich verstehe der Sterne Glanz,
Wenn ich in ihm schauen kann
Gottes weisheitsvolles Weltenlenken.

Ich schau ins eigene Herz –
Ich verstehe des Herzens Schlag,
Wenn ich in ihm spüren kann
Gottes gütevolles Menschenlenken.

Ich verstehe nichts vom Sternenglanz
Und auch nichts vom Herzenschlag,
Wenn ich Gott nicht schau und spüre.
Und Gott hat meine Seele
Geführt in dieses Leben;
Er wird sie führen zu immer neuen Leben,
So sagt, wer richtig denken kann.
Und jedes Jahr, das man weiter lebt,
Spricht mehr von Gott und Seelenewigkeit.

  Fonte: GA 40, p. 255. Na p. 288 consta: "Oração para um menino de 9 anos, 9/8/1920". Trad. VWS, rev. SALS.

Oração noturna para crianças

Meu coração agradece,
Que meu olho pode ver,
Que meu ouvido pode ouvir,
Que, desperto, eu posso sentir
Na mãe e no pai,
Em todas pessoas queridas,
Nas estrelas e nas nuvens:
Luz de Deus,
Amor de Deus,
Ser de Deus,
Que, enquanto durmo
Iluminando,
Amando,
Protegem-me doando graça.

Kinder Abendgebet

Mein Herz dankt,
Dass mein Auge sehen darf,
Dass mein Ohr hören darf,
Dass ich wachend fühlen darf
Im Mutter und Vater,
In allen lieben Menschen,
In Sternen und Wolken:
Gottes Licht,
Gottes Liebe,
Gottes Sein,
Die mich schlafend
Leuchtend,
Liebend,
Gnadespendend schützen.

  Fonte: GA 40, p. 241. Na p. 293 consta: "Para as crianças da família H., Tübingen, 2/6/1919". Trad. VWS, rev. SALS.

Oração para crianças

Como o Sol no céu
Todos os dias envia a luz para a Terra,
Assim todos os dias deve minha alma
Alertar-se para o agir correto;
Para que eu me torne uma pessoa completa:
Corpo, alma e espírito
Para sempre.

Kindergebet

Wie die Sonne am Himmel
Täglich das Licht der Erde sendet,
So soll meine Seele täglich
Sich zu rechtem Tun ermahnen;
Dass ich werde ein ganzer Mensch:
Leib, Seele und Geist
Für Zeit und Ewigkeit.

  Fonte: GA 40, p. 265. Na p. 293 consta: "Praga, 5/4/1924". Trad. VWS, rev. SALS.

Oração para as refeições

Germinam as plantas na noite da Terra,
Brotam as ervas pelo vigor do vento,
Amadurecem as frutas pelo poder do Sol.

Assim germina a alma no relicário do coração,
Assim brota o poder do espírito na luz do mundo,
Assim amadurece a força do ser humano no resplandecer de Deus.

Tischgebet

Es keimen die Pflanzen in der Erdennacht,
Es sprossen die Kräuter durch der Luft Gewalt,
Es reifen die Früchte durch der Sonne Macht.

So keimet die Seele in des Herzens Schrein,
So sprosset des Geistes Macht im Licht der Welt,
So reifet des Menschen Kraft in Gottes Schein.

  Fonte: GA 40, p. 76. Na p. 284 consta: "2/10/1909". Trad. VWS, rev. SALS.

Da coragem dos lutadores,
Do sangue das batalhas,
Do sofrimento dos que foram abandonados,
Dos atos de sacrifício do povo
Crescerá o fruto do espírito –
Se almas conscientes do espírito conduzirem
O seu sentido para o reino dos espíritos.

Aus der Mut der Kämpfer,
Aus dem Blut der Schlachten,
Aus dem Leid Verlassener,
Aus des Volkes Opfertaten
Wird erwachsen Geistesfrucht –
Lenken Seelen geistbewusst
Ihren Sinn ins Geisterreich.

  Fonte: GA 166, palestra de 25/1/1916, p. 33. Esse verso foi falado por Steiner no fim de várias palestras dadas durante a 1ª guerra mundial. Trad. VWS, rev. SALS.

Outros textos sobre este assunto em outras seções: "É deveras estranho ..."

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História

A história é, na verdade, o desenvolvimento do gênero humano para a liberdade.
Primeiramente o espírito sente-se dependente de Deus,
Livra-se para a liberdade e conhece-se a si próprio.

No lugar de crença em Deus
Creio no ser humano livre.

Die Geschichte ist in Wahrheit die Entwicklung des Menschengeschlechtes zur Freiheit.
Erst fühlt sich der Geist abhängig von Gott,
Arbeitet sich zur Freiheit heraus und erkennt sich selbst.

An Gottesglaubens Stelle
Glaub ich an den Freien Menschen.

  Fonte: GA 40, p. 196. Na p. 281 consta: "Caderno de notas, 1892." Trad. VWS.

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Liberdade

A natureza faz do ser humano um mero ser natural; a sociedade, um ser que age segundo leis; somente ele próprio pode fazer de si um ser livre. De suas amarras, a natureza liberta o ser humano em um certo estágio de seu desenvolvimento; a sociedade leva esse desenvolvimento até um ponto adiante; o último polimento só o ser humano pode dar a si mesmo.

Die Natur macht aus dem Manschen bloss ein Naturwesen; die Gesellschaft ein gesetzmässig handelndes; ein freies Wesen kann eu nur selbst aus sich machen. Die Natur lässt den Menschen in einem gewissen Stadium seiner Entwickelung aus ihr Fesseln los; die Gesellschaft führt diese Entwickelung bis zu einem weiteren Punkte; den letzten Schliff kann nur der Mensch sich selbst geben.

  Fonte: GA 4, p. 127, cap. IX, Die idee der Freiheit ("A ideia da liberdade"). Ênfases do autor. Trad. VWS. Na ed. traduzida, p. 119.

Viver no amor à ação e deixar viver na compreensão do querer alheio, é a máxima fundamental de seres humanos livres. Eles não conhecem nenhum outro dever (*) senão aquele com o qual seu querer vincula-se em harmonia intuitiva; como eles quererão em casos específicos, ser-lhes-á dito pela sua faculdade de ter ideias.

Leben in der Liebe zum Handeln und Lebenlassen im Verständnisse des fremdem Wollens ist die Grundmaxime der freien Menschen. Sie kennen kein kein anderes Sollen als dasjenige, mit dem sich ihr Wollen in intuitiven Einklang versetzt; wie sie in einem besonderen Falle wollen werden, das wird inhnen ihr Ideenvermögen sagen.

  Fonte: GA 4, p. 124, cap. IX, Die idee der Freiheit ("A ideia da liberdade"). Ênfases do autor. Trad. VWS; rev. SALS. (*) No sentido do verbo, e não do substantivo. Na ed. traduzida, p. 116.

Nesse fato, de o ser humano em seu momentâneo representar mentalmente vive não no ser, mas somente em um espelhamento do ser, em um ser imagético, repousa a possibilidade do desenvolvimento da liberdade. Todo estar na consciência é algo coercivo. Somente a imagem pode não coagir. Se algo deve ocorrer por meio de sua impressão, então deve ocorrer completamente independente dela.

In dieser Tatsache, dass der Mensch in seinem augenblicklichen Vorstellen nicht im Sein, sondern nur in einer Spiegelung des Seins, in einem Bild-Sein lebt, liegt die Möglichkeit der Entfaltung der Freiheit. Alles Sein im Bewusstsein ist ein Zwingendes. Allein das Bild kann nicht zwingen. Soll durch seinen Eindruck etwas geschehen, so muss es ganz unabhängig von ihm geschehen.

  Fonte: GA 26, p. 216, cap. "Die Freiheit des Menschen und das Michael-Zeitalter" (A liberdade humana e a era de Micael). Ênfases do autor. [O autor refere-se a imagens criadas mentalmente, e não representações mentais de objetos do mundo real.] Trad. VWS, rev. SALS.

Nossa vida é composta a partir de atos da liberdade e da falta de liberdade. No entanto, não podemos pensar sobre o conceito completo do ser humano, sem chegar ao espírito livre como a mais pura manifestação da natureza humana. Somente somos verdadeiros seres humanos na medida em que somos livres.

Aus Handlungen der Freiheit und der Unfreiheit sezt sich unser Leben zusammen. Wir können aber den Begriff des Menschen nicht zu Ende denken, ohne auf den freien Geist als die reinste Ausprägung der menschlichen Natur zu kommen. Warhaft Menschen sind wir doch nur, insofern wir frei sind.

  Fonte: GA 4, p. 125, cap. IX Die Idee der Freiheit (A ideia da liberdade). Trad. VWS, rev. SALS. Ênfase do autor. Na edição traduzida, p. 117.

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Materialismo

Vivemos na era do materialismo. Devido ao destino, o que acontece em nosso redor, em nós mesmos, encontra-se por um lado sob o signo do materialismo, e por outro do intelectualismo que, por enquanto, está espalhado por toda parte. [...] É preciso conscientizar-se quão intensamente o ser humano está hoje sob a influência dessas duas correntes da época. Pois é quase impossível subtrair-se dessas correntes da época, do intelectualismo e do materialismo, assim como é impossível, sem guarda-chuva, não se molhar quando chove. Elas existem em toda nossa volta.
[...] Não conseguimos aprender determinadas coisas que temos de aprender, se não o fizermos no sentido do materialismo. Como é que hoje em dia alguém quer tornar-se médico, se junto não quiser 'consumir' o materialismo! Não será possível se ele não quiser levar junto o materialismo; naturalmente ele terá que fazê-lo. Se ele não quiser levar junto o materialismo, ele não poderá ser um verdadeiro médico no sentido dos tempos atuais. Continuamente estamos expostos a isso.

Wir leben in der Zeit des Materialismus. Dasjenige, was schicksalsmässig sich um uns, in uns abspielt, steht ja alles im Zeichen dieses Materialismus auf der eine Seite und des zunächst überallhin verstreuten Intellecktualismus auf der anderen Seite. […] Man muss sich bewusst warden, wie stark heute unter dem Einfluss dieser beiden Zeitströmmungen der Mensch steht. Denn es ist fast unmöglich, sich diesen Zeitströmungen des Intellektualismus und des Materialismus zu entiehen, wie es unmöglich ist, ohne Regenschirm, wenn es regent, nicht nass zu werden. Es ist eben überall um uns herum da.
[…] Wir können gewisse dingen nicht lernen, die wir lernen sollen, wenn wir sie nicht im Sinne des Materialismus lernen. Wie soll heute einer Artzt werden, wenn er nicht den Materialismus dabei "verzehren" will! Er kann já nicht anders, als den Materialismus mitnehmen; er muss es selbstverständlich tun. Und wenn er eben nicht den Materialismus mitnehmen will, so kann er im Sinne der heutigen Zeit nicht ein wirklicher Artz warden. Also wir sind já dem fortwährend ausgesetzt.

  (Novo – 13/8/10) Fonte: GA 237, palestra de 4/8/1924, p. 152. Trad. SALS.

Vejam, isso vem do fato de o materialismo ser verdadeiro, como eu já afirmei muitas vezes. O materialismo não está errado, ele tem razão! Esta é a causa. O antropósofo deveria aprender especialmente que o materialismo está correto. Contudo, ele deveria aprendê-lo do seguinte modo: o materialismo tem razão, mas vale somente para a corporalidade física. As pessoas materialistas conhecem apenas a corporalidade física, ou ao menos acreditam conhecê-la. O engano é este; ele não se encontra no materialismo. Quando se estuda de modo materialista anatomia, fisiologia ou a vida prática, conhece-se a verdade; ela, todavia, só tem validade no âmbito físico. A partir do âmago da natureza humana é preciso confessar que em seu próprio âmbito o materialismo tem razão, e que o aspecto mais brilhante dos tempos mais recentes é o fato de se ter encontrado a veracidade no campo do materialismo.

Sehen Sie, es kommt daher, dass der Materialismum eben Wahr ist - was ich schon öfter gesagt habe -, dass der Materialismus nicht unrecht hat, sondern recht hat! Davon kommt es. Und der Anthroposoph sollte auf eine besondere Art lernen, dass der Materialismus recht hat. Er sollte es nämlich auf die Weise lernen: dass der Materialismus recht hat, aber nur für die physische Leiblichkeit gilt. Die anderen Menschen, die Materiasliten sind, die kennen nur die physische Leiblichkeit, oder glauben sie wenigstens zu kennen. Das ist der Irrtum, nicht im Materialismus liegt der Irrtum. Wenn man auf materialistische Art Anatomie, Physiologie oder das praktische Leben kennenlernt, so lernt man die Wahrheit kennen, aber sie gilt nur für das Physische. Und dieses Geständnis muss ganz aus dem Innersten des Menschenwesens heraus gemacht werden: dass der Materialismus recht hat auf seinem Gebiete, und dass es gerade das Glänzende der neueren Zeit ist, das Richtige auf dem Gebiete des Materialismus gefunden zu haben.

  (Novo – 13/8/10) Fonte: GA 238, palestra de 4/8/1924, p. 155. Trad. SALS.

O trágico de nossa época orientada pelo materialismo é que, do ponto de vista exterior, ela descobre muitos fatos físicos, mas não obtém o seu relacionamento, que está no espiritual. O conhecimento dessa época dirige todos os olhares para o físico; porém, falta-lhe o conhecimento do significado do físico, do material. Precisamente o significado do material não pode ser compreendido pela ciência orientada pelo materialismo. A pesquisa do material sem um senso para o espiritual, que ilumina o material, é como ficar tateando em um quarto escuro. A ciência do espiritual mostrará, em tudo, precisamente a atuação do espírito no físico. Quando se trabalha nessa direção, não se idolatra um sonho místico como sendo o espírito, porém seguir-se-á o espírito em todas as atividades do mundo material. Pois somente se cultiva um conhecimento verdadeiro, quando se reconhece o espírito como o que cria a matéria em toda parte; não quando, como místico, se adora um espírito abstrato entronado no mundo da fantasia, e de resto se vê tudo o que é material inserido numa existência universal sem espírito.

Es ist das Tragische unserer materialistisch orientierten Zeit, dass sie äusserlich angesehen viele physische Tatsachen entdeckt, aber deren Zusammenhang nicht hat, der im Geistigen liegt. Die Erkenntnis dieser Zeit richtet alle Blicke auf das Physische; aber es fehlt ihr die Einsicht in die Bedeutung des Physischen, des Materiellen. Von der materialistisch orientierten Wissenschaft kann gerade die Bedeutung des Materiellen nicht durchschaut werden. Die Erforschung des Materiellen ohne Sinn für das Geistige, das das Materielle erst beleuchtet, ist wie das Herumtasten in einem finsteren Zimmer. Die Wissenschaft vom Spirituellen wird gerade das Hereinwirken des Geistes in das Physische überall zeigen. Wenn in dieser Richtung die Erkenntnis sich betätigt, wird man nicht ein mystisch Erträumtes als Geist anbeten, sondern man wird den Geist verfolgen in alle einzelnen Betätigungen innerhalb der materiellen Welt. Denn nur, wenn man den Geist als den schöpferischen, als die Materie überall schaffenden erkennt, pflegt man wahre Erkenntnis; nicht, wenn man als Mystiker einem im Wolkenkuckucksheim thronenden abstrakten Geist anbetet und im übrigen alles Materielle in einem ungeistigen Weltensein erblickt.

  Fonte: GA 305, palestra de 19/8/1922, p. 65. Trad. VWS, rev. SALS.

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Meditação

Não se deve pensar "misticamente" sobre a meditação, mas também não se deve pensar levianamente sobre ela. A meditação deve ser algo totalmente claro no sentido atual. Porém, ao mesmo tempo, ela é algo que exige paciência e energia anímica interior. Antes de tudo, ainda lhe é pertinente algo que ninguém pode dar a outra pessoa: prometer-se algo a si mesmo e depois mantê-lo. Quando o ser humano começa a fazer meditações, ele realiza por seu intermédio o único ato realmente livre nesta vida humana. Sempre temos em nós a tendência para a liberdade, e já concretizamos uma boa parte dela. Mas quando refletimos sobre isso, encontramos o seguinte: de um lado somos dependentes de nossa hereditariedade, de outro, de nossa educação, ainda de outro de nossa vida. [...] Quando, no entanto, tomamos a decisão de fazer uma meditação à noite e de manhã, para que aos poucos aprendamos a observar o mundo suprassensível, também podemos deixar de fazê-lo cada dia. Nada o impede. [...] Nisso estamos totalmente livres. Esse meditar é uma ação arquetipicamente livre. Se pudermos, no entanto, permanecer fiéis, se prometemos a nós mesmos, e não a outrem, que permaneceremos fiéis a esse meditar, então o fato de conseguir simplesmente ficar fiel a si próprio significa uma enorme força na alma.

Über die Meditation soll man nicht "mystisch" denken aber man soll auch nicht leicht über sie denken. Die Meditation muss etwas völlig Klares sein in unserem heutigen Sinne. Aber sie ist zugleich etwas, zu dem Geduld und innere Seelenenergie gehört. Und vor allem Dingen gehört etwas dazu was niemand einem anderen Menschen geben kann: es gehört dazu, dass man sich selber etwas versprechen und es dann halten kann. Wenn der Mensch einmal beginnt, Meditationen zu machen, so volzieht er damit die einzige wirklich völlig freie Handlung in diesem menschlichen Leben. Wir haben in uns immer die Tendenz zur Freiheit, auch ein gut Teil der Freiheit verwirklicht. Aber wenn wir nachdenken, werden wir finden: wir sind mit dem einen abhängig von unserer Vererbung, mit dem anderen von userer Erziehung, mit dem dritten von unserem Leben. [...] Wenn wir uns aber vornehmen, abends und morgens eini Meditation zu machen, damit wir allmählich lernen, in die übersinnliche Welt hineinzuschauen, dann können wir das jeden Tag unterlassen. Nichts steht dem entgegen. [...] Wir sind darin vollständig frei. Es ist dieses Meditieren eine urfreie Handlung. Können wir uns trotzdem treu bleiben, versprechen wir uns, nicht einem anderen, sondern nur uns selber einmal, dass wir diesem Meditieren treu bleiben, dann ist das an sich eine ungeheure Kraft im Seelischen, dieses sich einfach treu bleiben können.

  Fonte: GA 305, palestra de 20/8/1922, pp. 79-80. Trad. VWS, rev. SALS.

Meditação

Eu procuro no interior
A atuação das forças criadoras
A vida das potências criadoras.
Diz-me
A potência da gravidade da Terra
Por meio da palavra de meus pés,
Diz-me
O poder da forma do ar
Por meio do cantar de minhas mãos,
Diz-me
A força da luz do céu
Por meio da reflexão de minha cabeça,
Como o mundo, no ser humano
    Fala, canta, reflete.

Meditation

Ich suche im Innern
Der schaffenden Kräfte Wirken
Der schaffenden Mächte Leben.
Es sagt mir
Der Erde Schweremacht
Durch meiner Füsse Wort,
Es sagt mir
Der Lüfte Formgewalt
Durch meiner Hände Singen,
Es sagt mir
Des Himmels Lichteskraft
Durch meines Hauptes Sinnen,
Wie die Welt im Menschen
    Spricht, singt, sinnt.

  Fonte: GA 278, palestra de 27/2/1924, p. 203. Trad. VWS; rev. SALS.

Nos puros raios da luz
Brilha a divindade do universo.
No puro amor para com todos os seres
Irradia o aspecto divino de minha alma.
Eu repouso na divindade do universo;
Eu vou encontrar-me
Na divindade do universo.

In den reinen Strahlen des Lichtes
Erglänzt die Gottheit der Welt.
In den reinen Liebe zu allen Wesen
Erstrahlt die Göttlichkeit meiner Seele.
Ich ruhe in der Gottheit der Welt;
Ich werde mich selbst finden
In der Gottheit der Welt.

  Fonte: GA 245, p. 35, cap. "Zwei allgemein gegebene Hauptübungen" ("Dois exercícios principais dados em geral", isto é, não foram dados para uma pessoa em particular). Trata-se de um verso para ser usado como tema de meditação. Na p. 110 há explicações sobre cada trecho; o verbo "ruhen" da 5ª linha tem o sentido de tanto de "acalmar-se" como de "repousar". Trad. VWS, rev. SALS.

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Religião

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Referências

Volumes da edição da obra completa de Rudolf Steiner (GA – Gesammtausgabe)

GA  2. O Método Cognitivo de Goethe – Linhas básicas para uma gnosiologia da cosmovisão goethiana. (Original de 1886.) Trad. B. Callegaro e J. Cardoso. São Paulo, Ed. Antroposófica, 2ª ed. 2004.
GA  4. A Filosofia da Liberdade – Fundamentos para uma filosofia moderna. (Original de 1894; última ed. revista pelo autor em 1918.) Trad. M. Veiga. São Paulo: Ed. Antroposófica, 3ª ed. 2008. Quando o original em alemão é apresentado, ele foi copiado de Die Philosophie der Freiheit – Grundzüge einer modernen Weltanschauung. Stuttgart: Freies Geitesleben, 1962 (edição de bolso). Ver o volume completo em inglês.
GA 9. Teosofia – Introdução ao conhecimento suprassensível do mundo e do destino humano. (Original de 1904, 10ª ed. 1922.) Trad. Daniel Brilhante de Brito e J. Cardoso. São Paulo, Ed. Antroposófica, 7ª ed. 2004.
GA 10
. O Conhecimento dos Mundos Superiores A Iniciação. (Original de 1904/05.) Trad. E. Reinmann. São Paulo: Ed. Antroposófica, 4ª ed. 1996.
GA 15. A direção espiritual do homem e da humanidade. (Original de 1915.) Trad. L. Viotti. São Paulo: Ed Antroposófica, 1984. Texto revisto por R. Steiner de 3 palestras proferidas em Copenhagen em 6/1911.
GA 17. O Limiae do Mundo Espiritual Considerações aforísticas (original de 1912). Trad. R. Lanz. São Paulo: Ed. Antroposófica, 1994
GA 26. Anthroposophische Leitsätze (Máximas antroposóficas). (Original de 1924-25.) Dornach: Verlag der Rudolf Steiner-Nachlassverwaltung, 1962.
GA 30. Arte e Estética Segundo Goethe – Goethe como inaugurador de uma estética nova. Trad. Marcelo da Veiga Greuel. São Paulo, Ed. Antroposófica, 2ª ed. 1998. (Este livreto contém apenas o artigo de 9/11/1888 do volume original GA 30.)
GA 34 (A). A Educação da Criança Segundo a Ciência Espiritual. (Original de 1907.) Trad. R. Lanz. São Paulo: Ed. Antroposófica, 3ª ed. 1996. (Parte do volume GA 34 original.)
GA 34 (B). Reencarnação e carma – As leis cármicas como necessidade científico-espiritual. Trad. L.C. de Campos. São Paulo: Ed. Antroposófica, 3ª ed. 2005. (Parte do volume GA 34 original.)
GA 40. Wahrspruchworte (Aforismos) (Originais de 1906-25). Dornach: Verlag der Rudolf Steiner-Nachlassverwaltung, 1961.
GA 61. Menschengeschichte im Lichte der Geistesforschung (A história do ser humano à luz da pesquisa espiritual). 16 palestras proferidas em Berlin, 19/10/1911 a 28/3/1922. Basel: Verlag Zbinden & Co., 1946.
GA 95. Vor dem Tore der Theosophie (Nos portais da Teosofia). 14 palestras proferidas em Stuttgart 22/8-4/9/1906. Dornach: Rudolf Steiner Verlag, 4ª ed 1990.
GA 97. Das Christliche Mysterium (O mistério crístico). Coleção de 31 palestras isoladas proferidas em diversas cidades entre 9/2/1906 e 17/3/1907.
GA 108. A Educação Prática do Pensamento. Esta é a palestra de 18/1/1909 do vol. GA 108, Die Beantwortung von Welt- und Lebensfragen durch Anthroposophie (A resposta de perguntas universais e de vida por meio da Antroposofia), Dornach: Rudolf Steiner Verlag, 1986. Trad. O. Inglez de Souza. São Paulo: Ed. Antroposófica, 5ª ed. 2003.
GA 112. O Evangelho Segundo João. 14 palestras proferidas em Kassel, 24/6 a 7/7/1919. Trad. J. Cardoso. São Paulo: Ed. Antroposófica, 2ª ed. 1996.
GA 120. As Manifestações do Carma – Os aspectos decisivos do destino humano. Trad. R. Lanz. São Paulo: Ed. Antroposófica, 2ª ed. 1999.
GA 132. Die Evolution vom Gesichtspunkte des Wahrhaftigen. 5 palestras proferidas em Berlin, 31/10 a 5/12/1911. Dornach: Verlag der Rudolf Steiner Nachlasscerwaltung, 1958. Ver também A Evolução sob o Ponto de Vista do Verdadeiro, trad. F. e M. Milanesi. Apostila. São Paulo: Sociedade Antroposófica no Brasil, sem data.
GA 143. Nervosismo e autoeducação. Amor, poder, sabedoria. Palestras de 11/1/1912 Nervosität und Ichheit (Nervosismo e egoidade), e de 17/12/1912 Die Liebe und ihre Bedeutung in der Welt, (O amor e seu significado no cosmo), traduzidas respectivamente por H. Wilda e C. Kaliks. São Paulo: Associação Pedagógica Rudolf Steiner, 1990. Volume original: Erfahrung des Übersinnlichen. Die Wege der Seele zu Christus (Vivência do suprassensível. O caminho da alma para o Cristo.) 14 palestras isoladas entre 11/1 e 29/12/1912 em várias cidades. Dornach: Rudof Steiner Verlag, 1994.
GA 166. Notwendigkeit und Freiheit im Weltgeschehen und im mensclichen Handeln (Necessidade e liberdade nos acontecimentos cósmicos e na atuação humana). 5 palestra proferidas em Berlin, 25/1 a 8/2/1916. Dornach: Verlag der Rudolf Steiner Nachlassverwaltung, 1960.
GA 182. Der Tod als Lebenswandlung (A morte como mudança de vida). 9 palestras proferidas entre 29/11/1917 e 16/10/1918. A palestra citada está também disponível no volume com as palestras de 9 e de 16/10/1919 do ciclo, intitulado Was tut der Ängel in unserem Astralleib – Wie finde ich den Christus? (O que faz o anjo no nosso corpo astral Como eu encontro o Cristo?) Dornach: Verlag der Rudolf Steiner-Nachlassverwaltung, 1970. Ver também O anjo em nosso corpo astral – Como eu encontro o Cristo? Trad. R. Lanz. São Paulo, Ed. Antroposófica, 6ª ed. 2006.
GA 233. Die Weltgeschichte in anthroposophischer Beleuchtung und als Grundlage der Erekenntnis des Menschengeistes (A história do mundo iluminada pela Antroposofia e como base para o conhecimento do espírito humano). Três ciclos com um total de 19 palestras proferidas em Dornach, de 24/12/1923 a 22/4/1924. Dornach: Verlag der Rudolf Steiner-Nachlassverwaltung, 1962. Esse volume foi posteriormente subdividido em dois: GA 233 com as palestras de 24/12/1923 a 1/1/1924, e GA 233a (Mysterienstätten des Mittelalters, Centros de mistério da Idade Média), com as palestras de 4 a 13/1 e de 22/4/1924.
GA 234
. Antroposofia, um Resumo 21 Anos depois. 9 palestras proferidas em Dornach, 19/1 a 10/2/1924. Trad. M.Motta. São Paulo: Ed. João de Barro, 2008.
GA 235. Considerações esotéricas sobre relações cármicas, Vol. I. 12 palestras proferidas em Dornach, de 16/2 a 23/3/1924. Trad. S.A.L. Setzer. Apostila. São Paulo: Sociedade Antroposófica no Brasil.
GA 237. Esoterishce Betrachtungen Karmische Zusammenhänge, Band III (Considerações esotéricas sobre relações cármicas, Vol. 3). 11 palestras proferidas em Dornach, 1/7-8/8/1924. Dornach: Rudolf Steiner Verlag: TB 713, 1995. A aparecer como apostila da Sociedade Antroposófica no Brasil.
GA 245. Anweisungen für eine esoterische Schulung. (Indicações para um desenvolvimento esotérico.) Dornach: Verlag der Rudolf Steiner-Nachlassverwaltung, 1969. (No catálogo geral consta que esse volume não seria mais editado dentro da coleção geral, passando a fazer parte dos volumes GA 267 e 268; no entanto este volume estaria disponível como edição extra.)
GA 276. The Arts and their Mission. (As artes e sua missão.) 8 palestras proferidas em Kristiania (Oslo), 18-20/5/1923 e em Dornach, 27/5-9/6/1923. Trad. L.D.Monges e V. Moore. New York, Anthroposophic Press, 1964.
GA 278. Eurythmie as Sichtbarer Gesang (A euritmia como canto visível). Dornach: Philosophisch-Anthroposophischer Verlag am Goetheanum, 1927.
GA 279. Eurythmie als sichtbare Sprache (Euritmia como língua visível). 15 palestras proferidas para euritmistas, Dornach 24/6-12/7/1924, com 2 palestras extras de Dornach 4/8/1924 e Penmaenmawr 26/8/1923. Dornach: Rudolf Steiner Verlag, 5a. ed. 1990.
GA 293
. A Arte da Educação – O estudo geral do homem, uma base para a pedagogia. (14 palestras proferidas em Stuttgart de 21/8 a 5/9/1919, por ocasião da fundação da primeira escola Waldorf). Trad. R. Lanz e J. Cardoso. São Paulo: Ed. Antroposófica, 3ª ed. 2003.
GA 296. A Questão Pedagógica como Questão Social. São Paulo: Ed. Antroposófica e Federação das Escolas Waldorf no Brasil, 2009.
GA 302. Reconhecimento do Ser Humano e Realização do Ensino. 8 palestras proferidas em Stuttgart, 12-19/6/1921. Trad. K.M. Haetinger. São Paulo: Ed. Antroposófica e Federação das Escolas Waldorf no Brasil, 2009.
GA 302a
. Educação na Puberdade/O Ensino Criativo. Palestra de 21/6/1922. Trad. R. Lanz e J. Cardoso. São Paulo: Ed. Antroposófica, 3ª ed. 2005. (Este livreto contém apenas as 2 palestras de 1922 do volume original GA 302a.)
GA 305. Die geistig-seelischen Grundkräften der Erziehungskunst. Spirituelle Werte in Erziehung und sozialen Leben (As forças básicas anímico-espirituais da arte de educar. Valores espirituais na educação e na vida social). 12 palestras proferidas em Oxford de 16 a 29/8/1922, mais uma palestra extra de 20/8. Dornach: Rudolf Steiner Verlag, 1979.
GA 306. A Prática Pedagogócia. Trad. C. Glas. São Paulo: Ed. Antroposófica, 2000.
GA 308. A Metodologia do Ensino e as Condições da Vida do Educar. 5 palestras proferidas em Stuttgart, 8-11/4/1924. Trad. C. Glass. São Paulo: Federação das Escolas Waldorf no Brasil, 2004.
GA 309. Anthroposophische Pädagogik und ihre Vorausetzungen (A pedagogia antroposófica e seus prerequisitos). 5 palestras proferidas de 13 a 17/4/1924, em Berna, Suíça, com perguntas e respostas. Basel: R.G. Zbinden, 1951.

Catálogo geral (GA, Gesamtausgabe) usado: Katalog des Gesamtwerks. Dornach: Rudolf Steiner Verlag, 1999/2000; buchhandlung@goetheanum.ch.

Obras de outros autores citando R. Steiner

HC 62. Heydebrand, Caroline von. Der Sonne Licht – Lesebuch der Freien Waldorfschule (A luz do Sol Livro texto da Escola Waldorf). Stuttgart: J.Ch.Mellinger, 7a. ed. 1962.
HH 98. Hätinger, Herwig (ed.). Poemas, Pensamentos – Reflexões para o nosso tempo. São Paulo: Ed. Antroposófica, 2a. ed. 1998.
HJ 84. Hemlebem, Johannes. Rudolf Steiner. Trad. H. Wilda. São Paulo: Ed. Antroposófica, 1984.
RE 83. Reuschle, Frieda Margaret. Wandlungen (Caminhadas). Stuttgart: J.Ch. Verlag, 1983. Citado em HH 98.
SH 88. Morgensprüche (Versos para a manhã). Paderborn: Schriftenreihe Sanatorium Schloss Hamborn 11, 1988/89. Citado em HH 98.
ZA 10. Zajonc, Arthur. Meditação como Indagação Contemplativa. Trad. J. Cardoso. São Paulo: Ed. Antroposófica e Sofia Educação Antroposófica, 2010. Original: Meditation as Contemplative Enquiry – When knowing becomes love. Great Barrington: Lindisfarne Press, 2009.

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Agradecemos especialmente a Piotr Tisovec por ter apontado inúmeros erros de digitação.

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